terça-feira, 18 de agosto de 2009

#PAGÚ UMA MULHER INOVADORA.

  • PAGÚ(MARIA RITA)
  • ...Porque nem!Toda feiticeira é corcunda.
  • Nem!
  • Toda brasileira é bunda.
  • Meu peito não é de silicone.
  • Sou mais macho.
  • Que muito homem..
  • ...Sou rainha do meu tanque.
  • Sou Pagu indignada no palanque
  • Hi!Hi!
  • Fama de porra louca.
  • Tudo bem!Minha mãe
  • É Maria ALGUEM.

Biografia , Pagu (1910 – 1962)

  • Patrícia Rehder Galvão, conhecida pelo pseudônimo de Pagu, nasceu em São João da Boa Vista em 9 de junho de 1910.
  • Poetisa, romancista, crítica, cronista, ilustradora e autora teatral, Pagu foi uma revolucionária. Aos 19 anos, recém saída da Escola Normal da Capital, em São Paulo, juntou-se ao movimento antropofágico – gestado pelo casal modernista Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e Raul Bopp, dentre outros.
  • Estreou na Revista de Antropofagia em sua fase mais radical, a chamada “segunda dentição”, juntamente com Oswald, com quem foi casada de 1930 a 1934.
  • Aos 20 anos, viajou a Buenos Aires, onde encontrou o líder comunista Luís Carlos Prestes e conheceu o escritor Jorge Luís Borges. Militante do Partido Comunista, Pagu foi a primeira mulher presa por questões políticas no Brasil por sua participação em greve dos estivadores de Santos, em 1931.
  • Permaneceu presa algumas semanas na Cadeia de Santos, edifício que atualmente sedia a Oficina Cultural Regional Pagu – da qual é patronesse.
  • Correspondente de vários jornais, Pagu visitou os Estados Unidos, o Japão e a China. Entrevistou Sigmund Freud e assistiu à coroação de Pu-Yi, o último imperador chinês. Por intermédio dele, conseguiu sementes de soja que foram enviadas ao Brasil e introduzidas na economia agrícola nacional.
  • Casada com o crítico de arte Geraldo Ferraz, radicou-se em Santos e foi crítica literária, teatral e de televisão do jornal “A Tribuna”.
  • Liderou a construção do Teatro Municipal, fundou a Associação dos Jornalistas Profissionais e criou a União do Teatro Amador de Santos, por onde passariam os novatos Aracy Balabanian, José Celso Martinez Correa, Sérgio Mamberti e Plínio Marcos.
  • Pagu foi também a primeira tradutora de Arrabal para o português, introduzindo o teatro do absurdo no cenário brasileiro.
  • Lutou desde 1949 contra um câncer, e encerrou sua brilhante trajetória no ano de 1962.

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